23 de abril de 2008

FIDELIZAÇÃO como estratégia

A notícia, do Portal G1, me chamou a atenção:

Chrysler aposta nos antigos clientes para crescer no Brasil Denis Freire de Almeida Do G1, em Itu (SP) Concretizada a transferência de capital da Chrysler mundial, que desde outubro de 2007 não pertence mais ao grupo Daimler (Mercedes-Benz, no Brasil) e sim ao fundo de investimentos norte-americano Cerberus, a Chrysler do Brasil ganhou maior autonomia e anunciou seus planos estratégicos para incrementar a participação no mercado. A empresa representa as marcas Chrysler, Jeep, Dodge (veículos) e Mopar (acessórios).
“Nossas vendas vêm crescendo gradativamente nos últimos anos, mas estamos buscando novas frentes para otimizar esse crescimento”, disse Philip Derderian, diretor geral da Chrysler no país. “Primeiro queremos resgatar parte dos clientes que um dia compraram nossos veículos.”
Para isso, a empresa vai lançar campanhas de manutenção de rotina com preços reduzidos para troca de óleos lubrificantes, filtros e pastilhas de freio. “Queremos fazer com que os nossos antigos clientes voltem aos concessionários. Com isso, retomaremos o relacionamento empresa/cliente e, principalmente, incentivaremos o contato direto com a nova gama de produtos”, afirmou Derderian. Apontado com um dos mais importantes mercados pelo presidente mundial da empresa, Tom LaSorda, o Brasil está recebendo atenção especial da matriz norte-americana. “No ano passado, o Brasil representou 57% do volume total de vendas da América Latina. É uma parcela de respeito que esperamos que cresça 16% com os novos 300C V6, Town&Country (ambos da marca Chrysler) e Cherokee Sport (da Jeep)”, acrescentou o diretor brasileiro.

Nessa contabilidade pode ser incluída a chegada no segundo semestre do crossover Journey, da Dodge, que mescla características de minivan, perua e utilitário-esportivo. Com capacidade para sete passageiros, o novo modelo deve ser vendido por cerca de R$ 100.000,00. Outras novidades próximas devem ser o jipe Wrangler com quatro portas e motor diesel V6 de 204 cavalos, que já está em processo de homologação no Brasil e que também deverá ser adotado em uma versão da Cherokee Sport.
Atualmente a Chrysler do Brasil conta com nove produtos no mercado: as picapes Dodge Ram, cabine simples e dupla, o jipe Wrangler, os utilitários esportivos Grand Cherokee e Cherokee Sport, além da minivan Town&Country e dos sedãs 300C , modelos V6 e V8. O carro-chefe da marca, que representa cerca de 40% das vendas no Brasil é o hatch retrô PT Cruiser, o modelo de entrada da empresa, que custa a partir de R$ 62 mil.

Philip Derderian transborda otimismo em relação ao futuro da Chrysler do Brasil, mas vale lembrar que a empresa tem um dos históricos mais conturbados na indústria automotiva brasileira – que inclui a saída do país no início da década de 80 (época em que fabricava os famosos ‘Dojões’ V8) e o mais recente fechamento da linha de produção da picape Dakota. Se depender apenas e tão somente da qualidade dos novos modelos da empresa, o que nem sempre acontece, o otimismo do dirigente brasileiro é justificável.


A matéria completa está aqui, e inclui fotos de alguns dos modelos citados (coisa da maior importância para fãs de carros, como eu).

A marca Chrysler, para quem conhece um pouco sobre carros, é da maior importância. Ao apostar nos clientes que conhecem os produtos - e, mais do que isso, estão satisfeitos e são fiéis - para retomar seu crescimento, a empresa acerta na mosca.
Afinal, para que gastar dinheiro buscando novos clientes se há tantos que já compraram seus produtos e gostam ???

Infelizmente, a empresa nunca conseguiu firmar-se no mercado brasileiro - por diversas razões. Mas a estratégia geral me parece acertada.
Vejamos como ela é conduzida daqui por diante...... Isso é que vai fazer toda a diferença.

0 comentários: